Look closer
Um simples blog baseado em Coca-Cola, All Stares, Arte e Boa Música.
Wednesday, September 27, 2006
Monday, September 18, 2006
Um Flâneur Carioca
Nada mais sou que um flâneur no Rio de Janeiro, me encanto com tudo a minha volta ao andar pela cidade. Não diria que me encanto apenas com o Rio de Janeiro. Andar por São Paulo, Ouro Perto ou Pequim me instiga da mesma forma: a arquitetura, as pessoas, os carros, paisagens.
A primeira vez que li Baudelaire me encontrei retratado ali, era inacreditável que há 100 anos, assim que o mundo moderno havia começado, alguém tenha retratado tão bem o que eu sentia.
Após Baudelaire viria Edgar Allan Poe que em um conto, no qual agora não me ocorre o nome, abordava exatamente o que pode ser um retrato meu viajando por ruas como o Ouvidor e Assembléia. Cheguei a ter calafrios ao ler aquilo.
Agora Baudrillard consegue sintetizar e organizar pensamentos sobre "simulacros e simulações" de maneira perfeita. A cada pensador que leio me sinto mais inserido nesse mundo contemporâneo/(pós-hiper) moderno. Sinto que não sou obra do acaso, estou aqui pra viver e conseguir o que quero, para ter prazer no que faço e estudo, para conquistar meus objetivos.
Sunday, September 17, 2006
Festival do Rio
Isso mesmo, além de cidade turística, o Rio consegue, sem nenhuma dificuldade, ser uma cidade cinematográfica. Quando se inicia setembro já se pode encontrar um certo zum, zum, zum, em bares e botecos, sobre quais filmes encantarão a cidade durante a segunda quinzena do mês. Os cinéfilos começam a ficar aflitos, muitos rezam para ver antecipadamente o novo filme de sua atriz favorita, outros se descabelam pra descobrir qual diretor será agraciado com uma retrospectiva.
Eu, como qualquer apaixonado pela sétima arte, também fico apreensivo. Até que sábado de manhã recebo meu suplemento d'O Globo com toda a programação. O coração bate mais forte, na capa a tensão já diminui: Almodóvar e Brian De Palma não foram esquecidos. Ufa! Mas e as novidades, onde estarão? Qual país terá sua produção homenageada? Quem são os diretores que prometem algo? E os Midnight movies, será que terão algo ousado e inovador?
Esse ano a minha lista está pequena, tenho de admitir que o festival me decepcionou um pouco, e com a puc em horário integral não posso me dedicar apenas ao festival. Mesmo assim, sempre se dá um jeito de sair mais cedo de uma aula e aparecer no Odeon.
Espero poder ver pelo menos dois filmes de cada mostra: poder admirar a beleza do cinema europeu, rir com algo espano-americano, refletir com Abbas Kiarostami e me chocar com a realidade de Luchino Visconti. Afinal, o que sou eu sem as emoções do cinema?
Espero ter compania para todas as sessões. Melhor, espero ter compania em sessões que merecem compania, e estar só quando a película me exigir reflecções.
E que comece o espetáculo.
Saturday, September 16, 2006
Shows
Quem me conhece sabe a minha ligação com música e, conseqüentemente, com shows. Shows para mim são como o paraíso, quando uma banda começa a tocar, simplesmente esqueço onde estou no espaço-tempo. Passo a viver cada segundo como o último, pulando e dançando.
Admito, tudo começou no TIM Festival 2003, e como começou bem! Naquela época eu era apenas um adolescente que iria ver umas bandinhas que me agradavam, entretanto não conhecia muito bem. Ia acompanhar amigos para não ficar em casa entediado, assistindo o horário nobre.
Devo muito a esses amigos, eles não devem ter idéia do quanto me influenciaram. Ao descer no aterro do flamengo a iluminação noturna do MAM já me "extasiava". Alguns barzinhos de comida boa, gente bonita e uma mega-estrutura montada, seria ali que eu descobriria onde encontrar os momentos mais felizes da minha vida.
The Rapture, White Stripes e Peaches com palcos vazios, contando hoje é inacreditável. Eu não tinha familiaridade com aquelas bandas, porém no primeiro acorde, todas já conseguiriam me contagiar. Algo incontrolável tomava meu corpo e mesmo sem saber algumas letras ou balbuciando outras, tudo estava perfeito. Foi ali que começou meu martírio, ser amante do TIM Festival, um festival de parâmetros internacionais em plena terra tupiniquim. Eu começaria o ano pensando em quem eu veria em meados de outubro.
O que eu ainda não sabia era que não seria mais necessário esperar tanto tempo. O TIM (apelido só para íntimos) - ex-free jazz festival - abriria portas para produtores de grandes shows acreditarem no potencial da terra da banana. Bandas internacionais começaram a chover no Rio, SP ou até mesmo Curitiba. Quem não se desesperou com Pixies, cantou no segundo White Stripes ou não chorou nos Strokes? É, chorar nos Strokes, pura verdade. Não dava pra acreditar que um rapaz de 18 anos se desmancharia, como manteiga derretida, ao ouvir "the end has no end".
Tudo isso para chegarmos ao carnaval de 2006, quando uma banda “indie-hype-pop-não-classificavel” que estava no topo das paradas mundiais faz um show no clássico Circo Voador, ali, ao lado da malandragem da Lapa carioca. O Franz Ferdinand faz um show histórico, o próprio arquiduque se contorceu no túmulo para festejar o "fire out control which was burnin' this city". A mídia brasileira descobre que o rock ainda vive.
Seis meses depois a banda volta, todos apreensivos, fãs e estrelas. Será que ambos terão aquela mesma energia? Será que todos cantarão sílaba por sílaba novamente, sem nem se lembrar para o que serve o fôlego? Sim, todos tinham (energia), todos tentaram repetir aquele feito, porém não era mais nosso primeiro encontro. Não estávamos mais sozinhos, câmeras de TV e fotográficas nos registravam, nos sentiamos vítimas de voyeurismo. Eramos pressionados a perfeição novamente. A paixão continuava, mas não estávamos mais nos descobrindo, estávamos ali para manter estreitos laços de relação mostrando o quanto a admiração era mútua.
A banda conseguiu novamente empolgar a todos nesta quinta-feira (14/09/06), a platéia estava tão agitada que a grade de segurança foi amassada. Eu como sempre, na grade, tentava me comunicar com alguém da banda, no palco. De repente um momento de glória, a palheta de um deles cai em minhas mãos, alegria inexplicável, felicidade instantânea. Vem o bis, o coração aperta. O show acaba, vem o vazio. O show acaba, a festa acaba, os ídolos vão embora e tudo recomeça, quando serão as próximas horas de alegria?
Tuesday, July 26, 2005
Are you a real doctor?
He wakes up at 9:00 o'clock in the morning, it seems to be an ordinary day like any other, he cleans his teeth, takes his breakfast and goes to the oftamologist in downtown.
He arrives there, gives his name and sits down to wait.
The appointment would start at 10:00 o'clock in the morning but the fuckin' oftamologist is toooooo funckin' late, so the poor boy waits 'till 11:20 a.m.
Finally he's called from inside the room by a loud shriek:
- SAMUEL MANTILHA!
Samuel stands up and goes through the corridor looking for the doctor's room, he finds it and sits down, on the chair, in front of her.
She looks nervous and in a very very bad mood.
Suddenly it begins:
- Oh, I see here you'ven't come since 2003, are those glasses from that date?
- Yep, I think so!
- Hum, ok, please let's go to the other room to you to take some exams.
So, I follow her to another room, a bigger one with a strange equipment.
She goes:
- Samuel, lean your chin and your forehead against this. And no matter what think about blink your eyes.
- ok!
- You have not leant on.
- Yes, I have.
She looks angrily to me and verify that I have already leant. The exam starts, she exams all one eye, and in the end of doing the second eye I blink.
- Sorry, I blinked!
- I told you not to blink!
- Sorry, I didn't want to!
And the exam starts again.
- Ops, I blinked again, sorry, it's dificult not to blink for a long time.
- I TOLD YOU NOT TO BLINK YOUR FUCKIN' EYES!
- OK, SORRY! BUT YOU! GO TO THE HELL, I HAVE BEEN WAITIN' SINCE 10:00 O'CLOCK HERE AND I HAVEN'T COME TO LISTEN YOU HAVING A GO AT ME! I DON'T WANNA KNOW, I'M GOING HOME, GOOD AFTERNOON!
Moral da história¹: não me faça acordar as 9:00 da manhã no meio das minhas férias para esperar 1 hora e 20 min em uma sala e falar o palavrão porra no meio da consulta, sendo você uma médica.
Moral da história²: Não acredito que médicos formados falem porra a toa com seus pacientes.
Moral da história³: De vez em quando eu tenho vontade de falar inglês sem parar, e vou começar a escrever um ou outro texto in english.
Saturday, July 16, 2005
O que é punk?
Qual é a verdade sobre o movimento?
Não sei o porquê mas sempre, desde pequeno, fui muito ligado ao movimento. Não, nunca conheci nenhum punk nem participei de nenhum grupo. Apenas tinha curiosidade de entender o que era aquilo e a o que se relacionava. Depois de tanto ouvir clash e ramones, procurar revistas, livros e pesquisar na net entendi o motivo daquilo tanto me atissar.
O punk fazia barulho por querer melhorias, estava cansado da pasmaceira dos anos 80, das injustiças que não mudavam nunca, eram violentos porque queriam ser ouvidos. Nunca fui violento, mas tiro o chapéu pra quem luta e até arrisca a vida por algo que quer melhorar, talvez ser violento de maneira imediatista tenha mais resultado do que paz e amor sem realmente entender os problemas da sociedade.
Sobre o assunto:
- O que é punk - Col. primeiros passos. (Bivar, Antonio / BRASILIENSE)
- A filosofia do Punk - Mais do que barulho. (O'hara, Craig / Radical Livros)
- Os sonhadores. (Bernardo Bertolucci)
Friday, December 31, 2004
Ano Novo estilo Tarantino
Quero saber quem foi o babaconildo que disse que eu tenho de me divertir no último dia do ano! P*** que pariu! É dificil as pessoas entenderem que eu quero ficar tranqüilo em casa, ler um livro e depois dormir? Minha vida continua a mesma. Ok, eu quero que as coisas melhorem, mas isso eu quero todo dia, não apenas na porra do último dia do ano!
Eu ainda tenho o azar de morar no Rio, onde toda a cidade resolve ir pra Copacabana, Why the fucking-god-damn-it hell would I go to Copacabana? Lá estarão um milhão de pessoas espremidas olhando para o alto enquanto um pivete rouba suas carteiras ou um bêbado esbarra em você com a porra de uma garrafa de champagne e te deixa com o cheiro de ovo que aquela bebida tem. Sem contar que se fica sujo de areia até o fim do ano, quando um bando de otário vai pra lá se sujar de novo! E a volta pra casa? ah, a volta, a melhor parte, quando se fica preso no transito até as 7 da manhã! It's marvelous!
Viu, eu não quero começar meu ano assim, eu quero começar meu ano bem, me divertindo com um bom livro, em cima da minha cama com um lençol branco novinho e os strokes tocando no som de fundo, enquanto otários passam perrengue do outro lado da cidade!
And happy new Year!

